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O algodão brasileiro é homenageado no Senado Federal

Responsável por gerar emprego e renda para centenas de milhares de famílias no Brasil e movimentar uma extensa cadeia produtiva que fortalece a economia, a cotonicultura brasileira esteve no centro das homenagens no Senado Federal, nesta sexta-feira, 6 de outubro, véspera do Dia Mundial do Algodão.

Iniciativa da senadora Tereza Cristina, a sessão especial foi o ponto culminante de uma semana repleta de eventos de abrangência internacional, que trouxeram reflexões, celebrações e homenagens para a cadeia produtiva do algodão, que desempenha papel fundamental como fonte de receitas na economia mundial, sendo cultivado em mais de 70 países com envolvimento de cerca de 350 milhões de pessoas no mundo.

“Em 2023, colhemos 3,23 milhões de toneladas de pluma, a maior de toda a história do nosso país, e conquistamos duas importantes novas posições no ranking global, saímos de quarto para terceiro lugar, na produção, e de segundo para primeiro maior exportador da pluma. Nos dois casos, superamos os Estados Unidos. Esperávamos conquistar esse feito em três ou cinco anos, mas uma contingência climática no nosso maior concorrente, antecipou a meta. Entretanto, volume é só a consequência de um trabalho de vanguarda, desde a retomada da produção de algodão”, afirmou Marcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

A cerimônia foi presidida pelo senador Izalci Lucas, que exaltou a importância do setor algodoeiro para a agricultura brasileira. Destacou que o algodão é a fibra natural que mais impulsiona o setor agrícola e que impacta mais de 100 milhões de famílias produtoras ao redor do planeta. “O algodão é, por essência, um produto sustentável, onde quase tudo se aproveita: 46% de seus resíduos tornam-se alimento e ração para animais, 33% da fibra é usada na indústria têxtil e no vestuário, e 27% da casca pode ser aproveitada na produção de combustível, embalagens e fertilizantes. Além disso, a fibra de algodão é natural, biodegradável, confortável e muito versátil”, lembrou o senador.

O diretor executivo de governança e gestão da Embrapa, Alderi Emídio de Araújo, afirmou que o algodão brasileiro é, de fato, o ouro branco do Brasil em razão do alto valor agregado, desde a sua saída do campo, até chegar às mãos do consumidor. “O produtor de algodão tem energia para alcançar patamares muito mais elevados que já conquistamos. A cultura do algodão gera renda, resultado e dignidade para muitas famílias”, disse.

Representante da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e presidente da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer-Paraíba), Aristeu Chaves de Souza, ressaltou a importância desse momento para a cotonicultura brasileira. “Tive a honra de participar dessa semana de debates sobre a produção do algodão, intercâmbios com países latino-americanos e de compromissos firmados.”

A senadora e autora da sessão solene, Tereza Cristina, não pode estar presente no evento, e enviou uma carta que foi lida no plenário. Ao fim do cerimonial, ela fez uma participação on-line para destacar a importância do Dia Mundial do Algodão. “O algodão é um produto que muda vidas no Brasil e em todo o mundo. Por isso, é dia de parabenizar todos que pesquisam, cultivam, colhem, vendem e levam até o outro lado do mundo o nosso algodão. Sem contar os que atuam nas cadeias de beneficiamento dessa matéria-prima maravilhosa. Parabéns a todos”, destacou.

Mais Algodão
Rafael Zavala, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, destacou o projeto Mais Algodão, que há dez anos realiza experiências bem-sucedidas e inovações fundamentais para a transformação das regiões algodoeiras de países latino-americanos. “Temos muitos desafios ainda para impulsionar a cadeia algodoeira da nossa região, mas cremos que, com a cooperação entre as nações amigas, podemos seguir avançando, porque todos juntos somos Mais Algodão.” O projeto faz parte do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da FAO.

A ministra Andréia Rigueira, coordenadora geral de Pacificação e Comunicação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) ressaltou a importância do setor algodoeiro na estratégia política de desenvolvimento econômico, social e na redução da pobreza da América Latina e Caribe, especialmente no âmbito do projeto Mais Algodão. “O algodão é um dos mais importantes produtos agrícolas do mundo, responsável pela geração de emprego e de renda e pela melhoria da segurança alimentar para milhões de famílias, especialmente em países em desenvolvimento, cuja economia e produção agrícola dependem dessa commodity”, lembrou.

Também parabenizaram a cotonicultura brasileira o senador Luis Carlos Heinze e o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). No plenário, autoridades e convidados, como Jorge Maeda, ex-presidente da Abrapa, acompanharam as homenagens.

Motivos para comemorar
Neste Dia Mundial do Algodão, a cotonicultura brasileira só tem motivos para comemorar. Levantamento da Abrapa, de 3 de outubro, indica que a produção da safra que acaba de ser colhida é estimada em 3,23 milhões de toneladas de pluma, alta de 26,5% com relação à safra passada. Além disso, houve aumento de área plantada de 4,6%, projetado em 1,67 milhão de hectares, e uma produtividade recorde para a cultura no campo, 1.931 kg/ha, alta de 21% que a registrada na safra passada e 7% acima do último recorde de produtividade registrado na safra 2019/20 (1.802 kg/ha).
Pela primeira vez na história, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking de produção mundial, após um ano de quebra de safra nos Estados Unidos. o país se consolidou entre os maiores produtores de algodão do mundo e tem sido destaque no crescimento da oferta com qualidade e sustentabilidade. “Guiado pelos pilares da qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e promoção, a cotonicultura brasileira está fazendo história e se tornado referência para outras cadeias produtivas no Brasil e no mundo”, destacou o diretor executivo da Abrapa.

Algodão no mundo
Segundo o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC), o valor da produção mundial de algodão é estimado em, aproximadamente, US$ 70 bilhões. Para continuar nesse patamar, o ICAC destaca que é necessário incrementar a implementação de sistemas de produção sustentáveis, impulsionar a demanda para competir com o poliéster e superar as dificuldades com os padrões contratuais de comércio e as distorções referentes à produção causadas por incentivos governamentais.

O último relatório de oferta e demanda do USDA, de 12 de setembro, indica que as perspectivas para a safra 2023/24 são de produção global estimada em 24,47 milhões de toneladas com queda de 5,3% em relação a 2022/2023 por conta de problemas com o clima. No entanto, consumo global é projetado em 25,23 milhões de toneladas, alta de 4,5% em relação à safra passada, uma estimativa otimista pelo mercado que já trabalha com queda no consumo, na safra 23/24, devido a conjuntura econômica global ainda pouco favorável.

Fonte: Imprensa Abrapa
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
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Monise Centurion – Jornalista Assistente
(17) 99611-8019

Foto: Carlos Rudiney/Abrapa

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