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19/10/2021

Programa ABR/BCI consolidam boas práticas socioambientais na agricultura mineira

Programa ABR/BCI consolidam boas práticas socioambientais na agricultura mineira

A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) encerrou os trabalhos de certificação no programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e licenciamento Better Cotton Initiative (BCI) do algodão mineiro na safra 2020/2021. Em termos de volume de produção de algodão em pluma, de acordo com a estimativa de encerramento da safra realizada pelo núcleo Amipa Georreferenciamento e Dados, das 43.341,50 mil/toneladas (t) totais produzidas em Minas Gerais neste ano, 27.839,93 mil/t são de pluma certificada e licenciada; já a produção total de algodão em caroço ficará em torno de 107.090,51 mil/t, com um volume de 69.121,31 t sustentáveis. No aspecto de área plantada, o estado termina a safra com 25.205 hectares (ha) plantados e desse total 15.974 ha foram de áreas ABR/BCI, mantendo-se como o maior produtor de algodão da região Sudeste.

 

 

As adesões aos programas permaneceram estáveis em comparação com a safra 2019/2021, com participação direta de 13 fazendas mineiras, tendo todas obtido a certificação e o licenciamento em 2021, atingindo percentuais de resultados elevados – entre 98% e 100% nos critérios de avaliação do protocolo – o que mostra o alto nível de conformidade das propriedades algodoeiras. No cenário regional, o Noroeste de Minas concentrou grande parte das unidades produtivas certificadas, totalizando sete; no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba foram três; no Norte também três.

 

 

Diferencial para o algodão

 

 

O programa ABR, juntamente com o BCI, é diferencial de certificação para agregar ainda mais valor à produção mineira, que também conta com a certificação de origem e de qualidade do algodão, implementada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) sob acompanhamento da Amipa por intermédio da sua filial Central de Classificação de Fibra de Algodão (Minas Cotton).

 

 

Para o produtor, a certificação é mais que um diferencial; hoje, é uma exigência do mercado, da indústria têxtil e dos consumidores por ser uma garantia de aquisição de um algodão, ou de uma peça de roupa, produzido de forma sustentável e com alta qualidade. Mas aderir ao programa traz outras vantagens para o cotonicultor, como ter o acompanhamento técnico da Amipa e a certeza de estar produzindo com absoluto respeito às normas nacionais e internacionais que estabelecem boas práticas sociais para respeito e valorização do trabalhador, econômicas para abertura de novos nichos de mercado e ambientais para produzir com respeito à natureza.

 

 

O associado da Amipa, Oscar Stroschon, proprietário da Fazenda Barro Branco, aderiu ao programa em seu lançamento em 2012 e tem certificação ABR e licenciamento BCI, sempre buscando ir além dos critérios estabelecidos pelo ABR/BCI em termos de respeito à legislação trabalhista, saúde e segurança do trabalho, preservação ambiental e boas práticas agrícolas.

 

 

Para o agricultor, a adesão ao protocolo de certificação ajudou a acelerar a implantação de novos processos para a gestão ambiental e social, assim como o monitoramento das atividades da fazenda e o acompanhamento com indicadores. “Vejo como a principal mudança ocorrida com implantação do programa o estímulo à gestão por processos, com respeito às boas práticas ambientais e trabalhistas, assim como a resiliência”, declarou Oscar Stroschon.

 

 

Já o associado Rogério Guimarães aderiu ao ABR/BCI recentemente, em 2020. Mesmo que a participação em programas de certificação não seja novidade para ele (possui certificação da cultura do café), o cotonicultor acredita que cada uma é diferente, traz melhorias e ajuda na implementação das boas práticas de produção, ambientais e sociais. Para Rogério, a certificação é o futuro da agricultura, pois dá mais segurança ao produtor por saber que está trabalhando da forma mais correta possível.  “No início foi um pouco complicado convencer as pessoas da importância de cumprir os longos processos para a certificação, mas hoje as equipes estão adaptadas, motivadas e capacitadas, em parte pelo apoio técnico da Amipa”, ressalta.

 

 

Algodão sustentável x indústria têxtil

 

 

Para a indústria têxtil, comprar algodão certificado é uma garantia da qualidade do algodão que, cada vez mais, vem sendo um pré-requisito nas negociações. “É como um critério de seleção dos fornecedores, que se replica em toda a cadeia produtiva. Se você trabalha com algodão certificado pela ABR ou BCI, as portas do mercado se abrem e você comprova as boas práticas do negócio”, afirma Aroldo Torres, gerente de suprimentos de algodão da Cedro Têxtil, uma das principais empresas têxteis do país, sediada em Minas Gerais e compradora de algodão mineiro.

 

 

Segundo ele, é certo que a certificação agrega valor ao produto, porém já não é mais um diferencial comercial – é uma obrigação. “Hoje em dia, não adianta querer cobrar a mais pelo fato de trabalhar com algodão certificado pela ABR ou BCI simplesmente porque, caso você opte por não seguir as normas, você será preterido no mercado. Ou seja, a finalidade da certificação não deve ser a rentabilidade do produto e sim a abertura do mercado, além da garantia de boas práticas em todo o processo produtivo” constata Aroldo Torres. O gerente acrescenta que, atualmente, nenhuma magazine compra de fornecedores que não utilizem algodão certificado e muitas confecções já estão exigindo o mesmo, para que possam garantir a procedência de seu produto e divulgar ao consumidor final como um atributo.

 

 

Como funciona o programa

 

 

Concebido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o ABR é um programa desenvolvido para atender grandes produtores e executado pelas associações estaduais, entre elas a Amipa, com o propósito de: “promover a evolução progressiva das boas práticas sociais, ambientais e econômicas a fim de construir uma boa imagem para o algodão brasileiro e conquistar espaço no crescente mercado do algodão responsável; melhorar continuamente a gestão sustentável das unidades produtivas, à medida que elevarem o nível de conformidade em relação aos critérios da sustentabilidade e do programa ABR; disseminar entre os associados os pilares da sustentabilidade, colocando o setor alinhado com as questões que orientam governos, entidades e toda a sociedade”. No ano de 2013 a Abrapa firmou um acordo de benchmarking com a organização suíça Better Cotton Initiative viabilizando o alinhamento dos protocolos e reforçando a abertura do mercado global para a produção brasileira.

 

 

Para receber a certificação ABR e o licenciamento BCI, o produtor de algodão tem que voluntariamente aderir ao programa e adequar sua atividade produtiva às boas práticas sociais, econômicas e ambientais, que abrangem os seguintes critérios: (1) contrato de trabalho; (2) proibição de trabalho infantil; (3) proibição de trabalho análogo a escravo ou em condições degradantes ou indignas; (4) liberdade de associação sindical; (5) proibição de discriminação de pessoas; (6) segurança, saúde ocupacional e meio ambiente do trabalho; (7) desempenho ambiental; (8) boas práticas agrícolas.

 

 

Após aderir ao programa, o associado deve cumprir as etapas obrigatórias, previstas em regulamento. Primeiro passar pela Verificação para Diagnóstico da Propriedade (VDP), que fornece a situação real da unidade produtiva em relação aos requisitos para certificação. A partir dessa avaliação, é elaborado o Plano de Correção das Não Conformidades (PCNC) e feitas as correções necessárias para se adequarem aos critérios estabelecidos pelo programa – sempre com o apoio e assessoria técnica da Amipa. Por último e opcional ao produtor, a auditoria Verificação para Certificação da Propriedade (VCP) é realizada e, estando tudo no padrão do programa, a unidade produtiva recebe a certificação ABR e, se optar, o licenciamento BCI.

 

 

Auditoria virtual

 

 

Até 2019, ao aderir ao programa, a unidade produtiva recebia a visita de um técnico da Amipa para realização da VDP. A partir deste diagnóstico era realizado o PCNC e só após executadas as alterações solicitadas era realizada a auditoria presencial pela empresa certificadora contratada pela Amipa (e credenciada pela Abrapa).

 

 

Desde o ano passado, em função da pandemia da Covid-19, todo o processo de certificação teve de ser alterado. Sem poder realizar a auditoria presencial, foram criadas ferramentas tecnológicas que pudessem auxiliar na sua execução 100% online da avaliação das evidências. Em um primeiro momento, a Amipa e a certificadora Bureau Veritas (BV) desenvolveram um guia para orientar as fazendas sobre como seria conduzida a auditoria remota, contendo toda a estrutura dos documentos que deveriam ser enviados para os auditores e regras do processo. A partir desse guia, a BV desenvolveu a plataforma virtual na qual as unidades produtivas pudessem inserir as evidências como fotos, vídeos e documentos de gestão comprobatórios da execução do ABR, compartilhando essas informações com os auditores de forma a poder ser conduzida a auditoria remota. Por fim, as equipes técnicas das fazendas participavam de treinamento online com técnicos da certificadora e da Associação para serem instruídos sobre os procedimentos operacionais a serem cumpridos no processo de auditoria e aprenderem a operar a plataforma. Em 2021 a plataforma passou por novo aperfeiçoamento, tornando a operação dos usuários ainda mais dinâmica.

 

 

“Todo o processo de auditoria contou com uma verificação de 100% dos requisitos solicitados no check list ABR e com processos de revisão de relatórios por um auditor independente com o objetivo de mantermos total confiança e imparcialidade em todos os processos”, declarou Carolina Lagos, gerente técnica da BV. Carolina afirma que a empresa atuou para manter a mesma qualidade durante todo o processo de auditoria, atuando com responsabilidade e imparcialidade.

 

 

“A auditoria 100% remota foi feita devido a pandemia, em uma situação emergencial. Mas acredito que uma nova modalidade de trabalho poderá ser desenvolvida, a auditoria hibrida – 50% presencial e 50% remota. Com a experiência em realizar as auditorias remotas podemos dizer que as fazendas estão preparadas para participar de um processo híbrido e assim cobrimos todos os requisitos exigidos com a atuação presencial do auditor e com seu olhar sistêmico e crítico”, conclui a gerente da BV.

 

Apoio

 

 

As ações executadas pela Amipa no âmbito do ABR/BCI foram apoiadas pelo Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas) e patrocinadas com recursos financeiros do Fundo de Desenvolvimento da Cotonicultura no Estado de Minas Gerais (Fundo Algominas), administrado pela Associação e fiscalizado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). Este Programa de 2003 conseguiu estimular a retomada da cotonicultura no estado, além de desenvolver mecanismos para melhorar a qualidade e a produtividade do algodão mineiro. O Fundo, criado para dar sustentabilidade ao Proalminas, financia ações e projetos que atendam aos objetivos do Proalminas, entre os quais: “estimular a retomada da cotonicultura e a melhoria da qualidade e produtividade agrícola do algodão, de maneira permanente e sustentada econômica e socialmente, tendo em vista o aumento da competitividade do setor nacional e internacional e em obediência aos padrões tecnológicos e de sustentação ambiental vigentes”. Este é o segundo ano consecutivo de parceria entre a Amipa e Proalminas/Fundo Algominas, o que tem viabilizado um aumento gradual na oferta de algodão certificado e licenciado em boas práticas às indústrias têxteis mineiras.

 

 

Foto: Lavoura de algodão na região de Presidente Olegário (MG) com pluma certificada pela ABR e licenciada pela BCI

 

 

Crédito: acervo Amipa (ano 2021)

 

Silvia Alves

Assessora de imprensa da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa)

silviamaria1551@gmail.com 

WhatsApp: (61) 99606-9905

 

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