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06/08/2020

Amipa endossa fase piloto de implementação do novo programa ABR-UBA

O processo de certificação do programa terá início na safra 2019/20, de forma simultânea nas estaduais participantes do ABR
Amipa endossa fase piloto de implementação do novo programa ABR-UBA

A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) será uma das associações estaduais que vão endossar a implantação do Programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidades Beneficiadoras de Algodão (ABR-UBA) nas algodoeiras. Lançado em julho pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o ABR-UBA se alinha às premissas do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), específico para fazendas produtoras de algodão, consolidado no país desde o seu lançamento, em 2012.

 

Uma fase piloto de certificação de algodoeiras será iniciada ainda na safra 2019/20, entre os meses de agosto e setembro, de forma simultânea em oito Estados. Em Minas Gerais, o planejamento de implementação vai ocorrer de forma integrada com a Abrapa e contará com o apoio integral da Amipa às unidades beneficiadoras para que cumpram as fases de diagnóstico e certificação.

 

O diretor executivo da Amipa, Lício Pena, diz que, em 2012, a entidade vislumbrou essa necessidade e inovou com a criação do programa Algodoeira Segura (AS). “A Associação vai para dentro da unidade beneficiadora, faz todo o diagnóstico e entrega ao proprietário um projeto de sinalização e adequação necessárias à segurança do trabalhador, realizando inclusive a produção e a instalação das placas nas algodoeiras”, relata.

 

Na opinião de Lício, o ABR-UBA vem para complementar, englobar a parte de segurança do trabalho já desenvolvido pelo AS e ocupar outras lacunas, permitindo a evolução nos processos administrativos, uma gestão mais eficiente e a otimização de recursos, como ocorre com a fazenda certificada.

 

Atualmente, o programa AS atende a 14 unidades beneficiadoras, com as suas ações viabilizadas por meio de parceria com o Proalminas e o Fundo Algominas. Desse total, metade pertencente a produtores aderidos ao ABR. Participam deste primeiro piloto de certificação no estado as algodoeiras DB, de São Romão (Norte de Minas) e Guimarães Agropecuária, de Serra do Salitre (Alto Paranaíba).

 

Segundo o gestor de Sustentabilidade da Abrapa, Fernando Rati, oito das dez associações estaduais de produtores vinculadas à associação nacional que são filiadas ao processo de sustentabilidade do ABR fazenda devem participar do ABR algodoeira. “São oito estados que terão algodoeiras em processo de certificação. É um piloto para gerar aprendizado, corrigir o necessário, padronizar melhor o que foi bem planejado e executado. Para a safra atual, está prevista a certificação de 29 unidades de beneficiamento até dezembro deste ano”.

 

O número de algodoeiras a serem certificadas no ciclo 2019/20 corresponde a 12% das 250 unidades existentes no país. Na avaliação do gestor, o patamar deve ser superado no próximo ano, caso haja uma boa implementação inicial que permita projetar quantas algodoeiras a Abrapa terá capacidade de certificar.

 

Algodão brasileiro mais competitivo

 

De acordo com o gestor da Abrapa, 36% do algodão sustentável comercializado no mundo é de origem brasileira, fazendo do país o maior fornecedor de algodão sustentável e com um grande diferencial competitivo. Para a safra 2019/20, cerca de 2,3 milhões de toneladas de pluma serão certificadas pelo ABR fazenda, correspondendo a 80% da produção nacional de algodão.

 

“Estamos nos consolidando ainda mais como um país altamente sustentável na questão do algodão com esse programa de certificação de algodoeira, no qual o Brasil é pioneiro. Somos o único país que tem agora a possibilidade de certificar uma unidade de beneficiamento”, afirma.

 

Ele aponta a rastreabilidade como um dos principais fatores de relevância do programa. Por meio dela, é possível rastrear por completo o algodão, identificando o produtor, a safra e a unidade que o beneficiou.

 

“Cada fardo de algodão tem um ‘CPF’, uma sequência numérica única entregue para o comprador, que pode ser uma trade ou uma indústria de fiação, com a qual se tem o histórico do fardo, como foi produzido, se é certificado ou não. Para termos um próximo passo na rastreabilidade, era preciso contar com esse processo também dentro da algodoeira”, relata Fernando.

 

Ele cita também que a unidade de beneficiamento era o único elo da cadeia produtiva do algodão sem alternativa de certificação, possibilidade existente em outros, como na fazenda, com o certificado ABR/BCI, e na parte industrial, de fiação, com os selos BCI e ABVTEX. Ao combinar a rastreabilidade com a certificação, mais um passo foi dado para tornar possível que a identificação do algodão comece na fazenda e termine no QR Code de uma camiseta na loja.

 

Um terceiro aspecto apontado diz respeito aos diversos itens relativos à proteção do trabalhador existentes no protocolo do ABR-UBA, visando o risco mínimo de acidentes. “Desde 2005, contamos com um programa de certificação específico para a fazenda [Programa Socioambiental da Produção de Algodão], que veio evoluindo ao longo dos anos [hoje ABR/BCI]. A cada safra, a gente tem novidades com relação a ele, o que torna o Brasil mais referência ainda na questão de proteção do trabalhador, tanto quanto na proteção ao meio ambiente”, destaca Rati.

 

Na avaliação de Lício Pena, a unidade beneficiadora é uma agroindústria de transformação, sendo a certificação dessa parte do ciclo produtivo de suma importância para que todo o algodão brasileiro seja produzido segundo os pilares econômico, ambiental e social do ABR. “A algodoeira é um ambiente agroindustrial, que lida com máquinas e pessoas, onde há emissão de poeira, transformação do algodão em caroço em algodão em pluma, processo que gera subprodutos, gera resíduos usados para fazer briquetes, também o esmagamento do caroço para produzir óleo”, explica.

 

Adesão, protocolo e certificação do ABR-UBA

 

A adesão ao programa é permitida a todas as algodoeiras, rurais e urbanas, que beneficiem algodão ABR produzido por cotonicultores filiados às associações estaduais, sejam elas propriedade de produtores pessoas físicas, jurídicas ou de proprietários independentes.

 

Em seu regulamento, o ABR-UBA tem como objetivo “o incremento progressivo das boas práticas sociais, ambientais e econômicas”, estando o mesmo atrelado à gestão das unidades de beneficiamento.

 

Entre os seus princípios fundamentais da produção e do beneficiamento sustentável do algodão, estão as relações trabalhistas regulares e sob as normas de segurança legais, a ausência de trabalho estrangeiro irregular, escravo e infantil e de discriminação de pessoas, a liberdade de sindicalização, a proteção e preservação do meio ambiente e a as boas práticas industriais no beneficiamento do algodão brasileiro.

 

As etapas do processo de certificação, após a adesão voluntária, se iniciam com o diagnóstico de não conformidades, por meio de autoverificação ou de verificação presencial feita por técnico fornecido pela associação estadual, a partir de um checklist.

 

De acordo com Rati, a etapa de autoverificação foi instituída em função da pandemia de Covid-19, permitindo aos gestores das algodoeiras diagnosticarem suas próprias unidades. “Considerando uma situação futura, pensamos em deixar a critério da algodoeira decidir se quer receber a verificação in loco pelo técnico da estadual nessa parte, ou se quer fazer a autoverificação”, explica.

 

O resultado do diagnóstico dá origem a um plano de correção das não conformidades encontradas, elaborado pelo profissional da estadual, também responsável por explicar ao gerente da algodoeira ou ao dono da fazenda o que é preciso fazer para que os itens não conformes sejam corrigidos.

 

Após uma nova verificação das correções realizadas, o processo chega à fase final da auditoria de certificação, sempre a cargo de uma empresa independente e acreditada internacionalmente.

 

As auditorias do ABR fazenda acontecem de janeiro a julho, as do ABR algodoeira acontecem de julho a dezembro. Assim como ocorre no ABR fazenda, a validade do certificado do ABR algodoeira será de um ano, ou seja, o produtor terá o certificado válido até o beneficiamento da próxima safra.

 

Vantagens para o produtor

 

O produtor que já participa do ABR fazenda e que possui unidade beneficiadora dentro da mesma propriedade, com o mesmo corpo de recursos humanos, vai contar com uma vantagem em alguns dos itens do protocolo, que é receber a mesma a nota obtida na parte social do ABR fazenda.

 

“Não seria o caso de fazer, de novo, uma conferência de toda a documentação e de todo o processo legal, feita há poucos meses, relacionada a contrato de trabalho, a proibição de trabalho infantil, trabalho escravo. O que vai ser diagnosticado para certificar é a parte de boas práticas industriais, a parte ambiental e de segurança do trabalhador na própria algodoeira”, esclarece Fernando.

 

Ele ressalta que o programa foi feito pensando em todos os aspectos para que o produtor não tenha perdas financeiras. Além de reduzir o elevado risco de acidentes no manejo de equipamentos perigosos, o protocolo também visa o combate a incêndios, algo vital para um produto tão inflamável como o algodão.

 

“Vários itens de boas práticas que praticamente garantem o combate a incêndios têm custo zero ou inferior a R$ 0,50, R$ 1,00 por fardo. Com um pequeno investimento, o produtor garante que não vai ter uma perda de 80, 90 ou até 100% do produto armazenado. Ainda mais agora, quando não se tem tanto mercado, há muito algodão estocado”, diz Rati.

 

Na opinião do gestor da Abrapa, os produtores que primeiro se adaptarem e seguirem esse caminho da certificação vão colher frutos mais à frente, considerando que o programa traz mais eficiência operacional dentro da fazenda, maior proteção do trabalhador e do proprietário, diante da legislação e dos funcionários. “O que a gente consegue enxergar na cadeia do algodão é que a certificação não é mais um diferencial, é um pré-requisito para que o produtor esteja no negócio, esteja no mercado. Muitas vezes não se ganha ágio, mas evita-se um deságio no produto”, afirma.

 

Patos de Minas, 06.08.2020

Lorene Souza (17007)

Assessora de Imprensa

31 92002 6276

34 99200 3220 WApp

Fotos: acervo Amipa

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